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O que significa “Liberal Arts”?

Medieval literature expert Rémy Cordonnier with a Shakespeare First Folio, via Washington Post.
Medieval literature expert Rémy Cordonnier with a Shakespeare First Folio, via Washington Post. Alunos num programa de liberal arts geralmente têm de cumprir um “core curriculum” que inclui aulas de humanidades, escrita, lingua estrangeira, matemática, ciências sociais e ciências exatas, assim como às vezes têm de fazer intercâmbio no exterior ou estágio. Essa diversidade no currículo é o fundamento de uma liberal arts education.

Quando você começa a considerar a possibilidade de fazer faculdade nos Estados Unidos, logo você começa a se deparar com o termo “liberal arts education“, uma vez e outra.  Inúmeras universidades nos Estados Unidos se orgulham de oferecer uma liberal arts education, e de fato, para muitos alunos de outros países, o fato de ter acesso à liberal arts education é um dos principais atrativos de estudar nos Estados Unidos.

Mas o que é, exatamente, uma liberal arts education?

Bem, primeiro – se você não entende muito bem, você não está sozinho. Mesmo muitos americanos não sabem exatamente o que define uma liberal arts education.  Isso em parte porque a abordagem e requisitos variam muito de universidade pra universidade.  Como esse post no Washington Post esclarece, de certa forma, liberal arts education é uma coisa na Harvard University, outra coisa na Carleton College, outra coisa na Syracuse University. Mas o que todos tem em comum é a busca de oferecer uma educação liberal no sentido de dar liberdade para os alunos, tanto no curso quanto no seu próprio modo de abordar e analisar várias áreas acadêmicas e temas durante os 4 anos da faculdade.

Todo programa de liberal arts visa preparar alunos a serem membros produtivos, bem-sucedidos,  críticos e empáticos de uma sociedade livre,  e a apreciarem que a sua aprendizagem deve durar a vida inteira, e não terminar com o fim da faculdade.

E como fazem isso? Então, essas universidades colocam um core curriculum – aulas ou áreas bem diversas que todo aluno tem que estudar para poder se formar. (Veja explicação do core da liberal arts college da Columbia University aqui por exemplo.) O core varia, mas incluiria aulas de escrita, línguas estrangeiras, matemática, humanidades, ciências exatas e ciências sociais.  Esse core assegura que todo aluno estude e portanto entenda, esperamos, pelo menos os fundamentos de cada uma dessas áreas.  E isso permite descobertos surpreendentes: É mais do que comum ouvir de alunos que foram para universidade achando que iam estudar exatas mas que se apaixonaram por literatura ou história ou alguma lingua, por exemplo, e vice-versa.

Hoje em dia, alunos que se formam provavelmente terão muitos trabalhos diferentes, e às vezes trabalharão em áreas ou especialidades que nem existem ainda.   O mais importante é que saibam se comunicar bem, pensar criticamente, entender ao próximo e entender o mundo ao seu redor, de forma ampla, para poderem ter sucesso em qualquer área que forem trabalhar. Isso que uma liberal arts education oferece para você! 

Questões Financeiras: Faculdades Mais em Conta

r-PAYING-FOR-COLLEGE-large570 Por aqui falamos bastante (e ainda falaremos muito!) sobre o melhor jeito de lidar com o alto custo das universidades americanas. Como mencionamos em posts anteriores como este, a maior parte de ajuda financeira vai para alunos americanos ou que possuem esse famoso green card. Mas tem algumas universidades que oferecem bolsas destinadas para alunos que vêm do exterior, e algumas em específico que estão atrás de mais alunos estrangeiros. Vemos aqui alguns casos interessantes que são destaque no site sobre financiamento de estudos nos EUA do Departamento do Estado, do governo federal dos Estados Unidos.  São em geral universidades menos conhecidas, maiores, em lugares onde o custo de vida é menor, e que querem atrair mais alunos do exterior. São opções para ter a oportunidade de estudar fora e com boa qualidade de ensino, mas aliviando o peso financeiro.  Clica nos links para mais detalhes no próprio site das universidades:

  • Arkansas Tech University:  Arkansas Tech University oferece algumas bolsas para alunos internacionais de $2.500 – $4.500 por semestre.  Para concorrer, é precisa terminar a ficha para bolsa até 31 de março para começar no outono americano.
  • Indiana University – Purdue University Fort Wayne:   Alunos internacionais se concorrem para a bolsa IPFW Chancellor’s Merit Award Scholarship, que cobre aproximadamente $9.000/ano para alunos de graduação. Criteria de seleção:  SAT 2100 ou ACT 32; para serem considerados alunos internacionais têm que ter 87 TOEFL ou 7.0 IELTS.
  • Waynesburg University (Pennsylvania): Oferece bolsas para todo aluno internacional qualificado, que vai de $7.000 a $15.000/ano, dependendo do GPA (média global do ensino médio) e notas no SAT ou ACT.
  • University of Minnesota: A bolsa “Maroon Global Excellence Scholarship” da University of Minnesota cobre metade da grande diferença entre o custo para residentes do estado e não-residentes – $3.625, e para alunos extremamente competitivos, existe o Gold Award que cobre toda a diferença entre in-state e out-of-state tuition, $7,250 .   A bolsa é destinada para alunos internacionais; todo aluno internacional que aplica para a universidade automaticamente será considerado.
  • Marymount California University:  Bolsas para alunos internacionais competitivos vão de $5.000 – $14.000/ano e são renováveis até 4 anos. As suas notas em provas e média global do ensino médio (GPA) determinam se qualifica para a bolsa. Para mais informação, contate: Rica Romero, Assistant Director of Admission –admission@marymountcalifornia.edu.
  • Eastern Illinois University:  2015-2016 tuition para alunos internacionais de graduação foi reduzido para  $356/ credit hour, onde o ano passado era $849 — uma redução de 58%!  O custo total O custo total incluindo tuition, moradia, taxas e comida vai girar em torno de $21.500 para alunos internacionais, comparado ao antigo custo anual de $31.200.  E aqueles alunos cujo GPA é equivalente a 3.5 ou mais recebem o Undergraduate International Excellence Award, ganhando o in-state tuition (normalmente reservado para alunos residentes do estado, no caso Illinois) totalizando $19.700 anualmente.
  •  Florida International University considera alunos internacionais automaticamente para bolsas que são merit-based (vs. need-based).

Mais aqui, incluindo uma lista de bolsas para para as quais alunos internacionais podem se concorrer:  http://educationusa.state.gov/scholarships/florida-institute-technology-automatically-considers-international-students-merit.

Prestigio versus “Fit”

Fissurado em Quidditch e fã do frio? Talvez Middlebury College (imagem) seja um bom
Fissurado em Quidditch e fã do frio? Talvez Middlebury College (imagem) em Vermont seja um bom “fit” para você!

Quando você estiver escolhendo as universidades às quais vai aplicar – e depois, qual vai cursar – você vai sempre enfrentar a tentação de se deixar levar pelo prestigio do nome da faculdade. Harvard, Stanford, Yale… são universidades conhecidas pelo mundo inteiro, tudo bem. Mas você tem que pensar no seu perfil e o que você quer para os próximos 4 anos, e onde e com quem você quer seu network depois. Então, pense além do prestígio de cada faculdade. Pense no lugar que você queria estar – clima? cidade? rural? costa leste ou oeste? etc. – e o tamanho da universidade. Quais as oportunidades de pesquisa? Quais as opções para extracurriculares? Qual o perfil academico, político, religioso do aluno médio? Quantos estrangeiros estão cursando faculdade lá? São algumas perguntas que ajudarão você a entender onde você se encaixaria bem – onde seria um bom “fit” para você. Para começar a entender algumas diferenças entre faculdades americanas, pode dar uma olhada em algumas das listas da Princeton Review, que incluem “Happiest Students”; “Best Campus Food”; e “Most Politically Active”: http://www.princetonreview.com/college-rankings/best-379-colleges. Leia mais, em inglês, nesse artigo da Kat Cohen sobre o assunto, publicado recentemente no Huffington Post: http://www.huffingtonpost.com/kat-cohen/the-truth-about-name-bran_b_7442018.html